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terça-feira, outubro 28th, 2008Esse foi o blog da campanha de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio de Janeiro. Para ir ao site do Gabeira, clique aqui.
Esse foi o blog da campanha de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio de Janeiro. Para ir ao site do Gabeira, clique aqui.
Por Francisco Bosco, a uma semana da eleição.
A candidatura de Gabeira a prefeito do Rio de Janeiro tem uma enorme importância, não apenas para a cidade do Rio, como para todo o Brasil e sua história política. É no mínimo uma raridade, senão uma novidade histórica, uma candidatura que, desde o início, tenha se orientado incondicionalmente por princípios de absoluto respeito à legalidade, ao espaço público e aos adversários políticos. Uma candidatura que tenha se guiado por um elevado senso moral, de que não abriu mão mesmo quando confrontando manobras tradicionais da política brasileira, como distribuição de panfletos apócrifos, uso abusivo e caviloso de declarações infelizes (como no episódio que envolveu a vereadora Lucinha), estratégias obscurantistas, etc. Pois essa tem sido a postura do candidato Gabeira, que estabeleceu tais princípios como condição para candidatar-se.
Não se pode perder de vista a chance e o significado históricos desse gesto e de sua manutenção inabalável. A eleição de Gabeira fará ruir um axioma pernicioso que vem dominando a cena política no Brasil, e em que tanto o PSDB como o PT, nas últimas quatro eleições presidenciais, mergulharam de cabeça: o axioma segundo o qual não se vence uma eleição sem fazer o jogo sujo das alianças espúrias, do loteamento prévio de cargos, dos golpes baixos eleitorais e por aí em diante. Esse jogo sujo, ao começar logo na campanha, invariavelmente caminha para o exercício do poder, onde o mais despudorado fisiologismo (vide, como exemplo recente, o episódio Renan Calheiros) é sempre desculpado pela “governabilidade”, palavrinha mágica com a qual os governantes legitimam sua fraqueza ideológica e moral.
É precisamente contra tudo isso que a candidatura de Gabeira desde já se opõe, e a firmeza que o candidato vem demonstrando na sustentação dessa postura não deixa dúvidas quanto a que ela permanecerá orientando sua gestão, em caso de vitória. Pois essa vitória, então, significará nada menos que a possibilidade de o exercício político estar verdadeiramente subordinado aos interesses republicanos, isto é, significará que a esfera política brasileira, tão esvaziada, tão imobilizadora, será dotada de credibilidade. Sem essa credibilidade parece impossível mobilizar a sociedade a fim de ela tornar-se uma força decisiva no processo de engrandecimento do Brasil, processo que exige maior justiça social, o que por sua vez depende de amplo respeito à legalidade.
Parece-me que tudo isso fica comprometido quando a esfera política é contaminada, desde as campanhas eleitorais, pelo jogo sujo de que falei acima. Não sou cientista político, minhas palavras são apenas as de um cidadão atento ao que considera os caminhos e descaminhos de sua cidade, seu país, seu mundo. Mas posso e devo dizer que, numa era de tantas incertezas - morais, estéticas, comportamentais, etc. -, a candidatura de Gabeira é um acontecimento que não me deixa nenhuma dúvida quanto a sua importância e seu significado de oportunidade histórica, oportunidade que não podemos desperdiçar.
Fernando Gabeira apresenta suas propostas para a prefeitura:
Da Folha Online:
Segundo a reportagem, o candidato do PV, Fernando Gabeira, tem 43% das intenções de voto contra 41% de Eduardo Paes (PMDB), a 18 dias do pleito. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Assim, Gabeira pode ter entre 40% e 46% dos votos, e Paes, entre 38% e 44%. No primeiro turno, Paes recebeu 31,98% dos votos válidos (1.049.019), e Gabeira obteve 25,61% (839.994 votos).
De acordo com o Datafolha, entre os eleitores que disseram ter candidato no segundo turno, Gabeira herdou mais votos entre os eleitores de Jandira Feghali (PC do B) e de Solange Amaral (DEM), candidata do prefeito Cesar Maia, que já anunciou apoio ao deputado federal: 59% dos eleitores que haviam votado no primeiro turno em Jandira migraram agora para o candidato do PV e 41% foram para Paes; entre os eleitores de Solange, 55% foram para Gabeira e 45% para Paes.
A vantagem de Gabeira nessa migração o deixou numericamente à frente de Paes, apesar de o candidato do PMDB ser o principal beneficiário do eleitorado de Marcelo Crivella (PRB), terceiro colocado no primeiro turno. Desses 54% optam por Paes e 46% preferem Gabeira.
A pesquisa ouviu 1.304 pessoas, e está registrada no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número RPE 45/2008.
Gabeira e Luiz Paulo afrontaram a chuva da manhã desta terça-feira para mais uma visita ao calçadão de Campo Grande.
A reação das pessoas é cada vez mais empolgada: todos querem chegar perto do candidato que subiu nas pesquisas para conquistar um impressionate lugar no segundo turno.
É Gabeira caminhando a passos firmes para a integração total da cidade!
Do portal Comunique-se:
E não foi só a campanha na TV. O candidato do Partido Verde à Prefeitura do Rio de Janeiro, deputado federal Fernando Gabeira, considerado por muitos, um candidato naninco, conseguiu a proeza de ir para o segundo turno contra o candidato apoiado pelo governador Sergio Cabral e pelo presidente Lula. Gabeira conseguiu o que para muitos parecia impossível. Derrotou candidatos poderosos, demonstrou que marqueteiro de sucesso e presidente popular não elegem até mesmo “poste”, foi para o segundo turno e reinventou a campanha eleitoral.
Aqui no Rio, evitou as armadilhas do tradicional “hilário eleitoral” na TV e fez toda uma campanha eleitoral inovadora: mais simples, honesta, jovem e principalmente, mais limpa. Mais limpa em todos os sentidos. Não sujou a cidade e não sujou sua própria imagem com promessas e alianças perigosas.
Gabeira, pela primeira vez, teve a coragem de reinventar a forma de lidar com o público pela TV. Seu programa é um festival de novidades em um oceano de mesmices caras e desgastadas. Ele não apareceu na telinha como mais um produto para consumo dos eleitores. Gabeira parecia gente como a gente. Não é a toa que foi provavelmente uma das maiores “surpresas” dessas eleições. E talvez, a era das grandes e caríssimas campanhas eleitorais pela TV produzidas pelos marqueteiros da moda estejam com os seus dias contados.
O candidato a prefeito do PV explorou bem todas as novas possibilidades de comunicação pela TV e pela rede. Além da página de campanha, manteve uma página pessoal com blog, notícias, fotos e vídeos atualizados. Deu um show de inovação na TV e ousadia na Internet.
Política e patinete
O velho “marketeiro” da campanha do Gabeira, o publicitário Lula Vieira parece ter aprendido com o passado. Ele procurou inovar ao mostrar ao público um candidato como ele é e não como a TV gostaria que ele fosse.Acertou em cheio. A campanha do Gabeira pela TV pode ser um divisor de águas nas futuras campanhas eleitorais no Brasil. Principalmente, na TV.
Lula Vieira também preferiu investir na biografia do cliente e em uma imagem jovial.
Em entrevista para o UOL (ver aqui), ele disse que “A propaganda eleitoral é como uma luta de boxe, todos se apresentam e vêem como cada um vai lutar. Nós vamos mostrar imagens de quando o Gabeira saiu para a ‘porrada’ na política discutindo com o Severino Cavalcanti (ex-presidente da Câmara dos Deputados) e brigando com seguranças antes da cassação de Renan Calheiros (ex-presidente do Senado). Quero explorar o seu lado contemporâneo. Fiz uma ‘vinhetinha’ com ele andando de patinete na orla da zona sul da cidade para dar um ar jovial. Ele é muito ligado ao jovem e pouco tradicional”, afirmou o publicitário do candidato do PV.
Segundo o noticiário, “uma das novidades da campanha do Gabeira foi a utilização do serviço Google Maps - um detalhado mapa com base em imagens de satélites, que chega a ruas e quarteirões. O candidato a prefeito Fernando Gabeira (PV) usou para mostrar aos internautas as comunidades do Rio dominadas por traficantes ou milícias e mapear os bairros onde estão eleitores e simpatizantes. É um recurso semelhante ao da campanha de Obama, que estimula os eleitores a fazerem campanha na vizinhança e usa um mapa dos Estados Unidos para facilitar o contato dos simpatizantes com os vizinhos”.
Ainda segundo o noticiário recente, “O número crescente de internautas é o grande estímulo para a profusão de novos sites de candidatos, que não se resumem a informativos sobre a campanha, mas procuram oferecer novos atrativos… Uma das diferenças da campanha na internet do Rio para a maior parte das capitais é que o TRE fluminense autorizou o uso do próprio orkut e de outros sites de relacionamento para campanhas. Os candidatos criaram comunidades oficiais de suas campanhas, com acesso direto para os sites e os blogs políticos. A idéia é que usuários do orkut, enquanto navegam no site de relacionamento, acabem chegando às comunidades dos candidatos, mesmo que não tenham interesse especial pela política. Nas outras cidades, as comunidades oficiais no orkut são vetadas pela Justiça”. Tudo a ver.
Em tempos de descrédito da população nos políticos, nos mensalões e nas alianças de última hora, Gabeira soube convencer o público que uma política mais sincera e uma TV mais verde são possíveis. Soube aproveitar bem os novos recursos comunicacionais da Internet como poucos. E assim como o candidato democrata Barack Obama nos EUA, criou aqui no Rio uma nova imagem para si e para a política local.
A partir de agora, as campanhas eleitorais, a TV e quem sabe, a política brasileira jamais serão as mesmas. Não custa sonhar!
Os dois candidatos a prefeito do Rio que disputarão o 2º turno, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL), e Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS), deram entrevista nesta segunda-feira, um dia depois das eleições, e prometeram disputa de alto nível no segundo turno.
Em entrevista à CBN, Gabeira, que teve 25,61% dos votos, classificou o adversário como uma pessoa capaz e dedicada.
- Sempre tivemos excelente relação, sempre fomos amigos. A minha impressão é de que ele é uma pessoa capaz, enérgica, dedicada. E não pretendo vencer a qualquer preço. Pretendo apenas demonstrar que o Rio de Janeiro precisa, nesse momento, de um prefeito como eu. E só isso. E acho que conseguirei demonstrar isso sem desmerecer as qualidades do Eduardo.
Gabeira disse que tem interesse em manter uma boa relação com o prefeito Cesar Maia, para que, se eleito, possa garantir uma transição produtiva de governo.
- O que me interessa muito no prefeito, no momento é, sobretudo, a possibilidade de nós termos uma transição civilizada, produtiva, uma vez que eles já estão há 16 anos no governo, conhecem bastante a máquina e os problemas. E se eles tiverem boa vontade nesse processo de transição, a cidade vai lucrar.
Em sua estratégia no segundo turno, o candidato do PV pretende conquistar o apoio do eleitorado de esquerda, mesmo sem fechar acordo com esses partidos. Para a campanha de Gabeira, os eleitores podem ser sensibilizados por personalidades partidárias, mesmo que não haja aliança formal, como pretende a coordenação de campanha de seu adversário do PMDB. Gabeira não quer “a sopa de letras dos partidos”.
- Não considero viável que PCdoB, PT e PSB me apóiem, mas há lideranças partidárias e os eleitores dos partidos, que vou procurar - disse Gabeira. - Minha visão não é de atacar o adversário. Não vou derrotar o adversário a qualquer preço. Tem horas que o adversário precisa apanhar, mas não sou eu que vou cuidar disso.
Segundo Gabeira, sua campanha está em ascensão, e todas as conquistas do primeiro turno serão levadas para o segundo:
- Tradicionalmente se diz que o segundo turno é uma outra eleição. Mas nós todos sabemos que não existe uma outra eleição, completamente nova. Nós estávamos vindo num processo de ascensão. O povo do Rio cada vez mais compreendendo o que está em jogo, e eu acredito que os ventos do primeiro turno continuarão soprando no segundo turno.
O candidato do PV disse que espera também aprofundar suas propostas durante a campanha no segundo turno:
- A grande diferença é que os temas serão debatidos entre duas pessoas apenas e com espaço muito mais tranqüilo para que os temas sejam aprofundados, que a gente compreenda se o candidato é realmente coerente ou não, se o programa dele tem viabilidade ou não tem. Então eu acho que a população vai ter muito mais possibilidade de avaliar os programas, as propostas, e também as trajetórias e os indivíduos.
Gabeira disse que investirá na Zona Oeste, onde teve menos votos que sua média na cidade: passará dois dias por semana lá, dormindo na casa de pessoas da equipe que morem na região, para qual será criada uma coordenação de campanha específica. Gabeira vai buscar o apoio da vereadora reeleita Lucinha (PSDB), a mais votada na cidade e com forte base na área. A primeira visita será na comunidade do Barbante, provavelmente neste fim de semana. Outro foco de Gabeira será o programa de TV.
Gabeira já marcou almoço com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) nesta terça, talvez com a presença de Chico Alencar, candidato a prefeito derrotado no primeiro turno.
- Não tenho a menor dúvida de que, independentemente da orientação partidária, o eleitorado do PSOL vota no Gabeira - disse Freixo. - O eleitorado terá essa leitura, mas o partido não, em função das alianças.
O PV também vai procurar Alessandro Molon (PT), Jandira Feghali (PCdoB), o vereador reeleito Eliomar Coelho (PSOL), o ministro Carlos Minc e o prefeito reeleito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria.
Gabeira diz que é “muito difícil” apoio de Jandira e Crivella e que buscará apoios individuais
Um dia após manter a rota de ascensão e confirmar sua ida ao 2º turno das eleições no Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV) concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas nesta segunda-feira (6) na qual deixou claro: não conta com o apoio de Marcelo Crivella (PRB) e Jandira Feghali (PC do B) na disputa com Eduardo Paes (PMDB). “É muito difícil. Vou buscar apoios individuais dentro dos partidos”, disse.
Difícil porque, desde que tomou uma rota de crescimento nas pesquisas de opinião pública, Gabeira passou a ser constantemente atacado por Feghali, que o chamou seguidamente de “candidato da zona sul”, além de dizer que sua campanha no restante do Rio de Janeiro seria “uma ficção”. Já em relação aos eleitores de Crivella, a questão gira em torno da sua “tolerância religiosa”.
“A cabeça do eleitor não tem dono. O candidato derrotado não pode escolher em quem o eleitor vai voltar”, ressaltou. Gabeira afirmou também que vai procurar Alessandro Molon (PT), e que já ligou e marcou um encontro com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), no intuito de se aproximar de Chico Alencar, que foi o candidato do PSOL à Prefeitura.
Questionado se admitiria apoio de candidatos, que supostamente teriam ligação com grupos criminosos, Gabeira foi enfático: “De ficha suja eu quero distância”.
O candidato do PV voltou a ressaltar que no 2º turno sua prioridade será a zona oeste. Embora tenha admitido ser “humanamente impossível” percorrer toda a região, disse que vai à favela do Barbante (comunidade dominada por milicianos) e que “sempre subiu e desceu morros na vida”. “Eu tenho necessidade de me aproximar mais da zona oeste. Tive grande receptividade à candidatura”, disse. Gabeira disse também que pretender dormir por lá alguns dias da sua campanha, na casa de amigos.
Gabeira comentou ainda quais seriam as suas primeiras medidas, caso vencesse Eduardo Paes (PMDB) no 2º turno. A primeira providência que ele tomará, antes mesmo de tomar posse, vai ser “avaliar o nível de preparação para uma possível nova epidemia de dengue”, enfatizando no discurso que saúde e segurança serão prioridades.
Como segundo quesito, o candidato promete uma maior integração com Estado (a grande bandeira de Paes) no sentido de buscar “uma parceria mais completa entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar”. No setor de transporte, buscará novas licitações para organizar todo o sistema. “Isso é urgente”, disse.
As informações são do portal Globo Online e do portal UOL.
As imagens de um dia que entrou para a História do Rio de Janeiro: